domingo, 13 de dezembro de 2015

Maybe I can change your mind

O dia de hoje foi horrível (tirando a parte de tomar sorvete com m&m's)! Acho que estou começando a sentir os efeitos de não ter nada pra fazer...
Além disso, meus sentimentos por M. ainda não foram embora. Eu juro que esperava parar de falar dele aqui, mas está sendo mais difícil do que eu imaginava. Minha mente não para de criar cenários possíveis para encontros e conversas, e por algum motivo, eu sofro pelas imagens na minha cabeça como se elas fossem reais! Além dos sonhos que eu tenho tido praticamente toda noite. Eu ainda esperava que ele decidisse que eu valho a pena tentar algo mais sério, ou que, sei lá, ele sentisse minha falta, mas eu sei que nada disso vai acontecer.
Graças a deusa amanhã eu tenho psicóloga. Eu preciso muito desabafar sobre essas coisas com alguém. N. não aguenta mais me ouvir falar essas coisas. Eu imagino que a situação pra ela seja de fato complicada, já que ela é amiga dele também. De qualquer maneira, é complicado se sentir sozinha da maneira como eu tenho me sentido. 

sábado, 12 de dezembro de 2015

Sem graça

Parece que não vou manter o hábito de escrever aqui todo dia, mas acho que tudo bem.
Quinta foi meu último dia de trabalho. Minha patroa tentou me convencer a ficar até hoje trabalhando, mas sinceramente, não sei se ia aguentar ficar mais tempo naquele lugar. Estou bem tranquila com minha decisão. Provavelmente assim que eu ficar sem dinheiro pra alguma coisa eu vou me arrepender amargamente. Ou não... Também não cabe a mim ficar imaginando isso agora.
Quinta eu também mandei uma mensagem para M., contando que eu estava saindo do meu trabalho. Ele me disse pra prestar atenção se eles iriam me pagar tudo certinho e tudo mais. Enfim, a conversa não saiu disso. Eu não sei se queria que saísse. Eu nunca mantive contato com ninguém com quem eu tenha transado depois de parar de transar com a pessoa. It's just... I'm trying somethig new here...

Ontem eu ia sair com N., mas acabamos cancelando. Fiquei em casa curtindo minha liberdade do trabalho. Porém um dia em casa já foi o suficiente pra lembrar pq eu não posso ficar em casa por muito tempo. Minha mãe é impossível. A gente não pode conviver por muito tempo. Não tem como isso dar certo. Estou louca pra ver a cara de outra pessoa que não seja a dela já.
Pelo menos eu consegui adiantar algumas coisas já, por exemplo, marcar hora no salão e fazer o presente da minha amiga secreta. Dormi a tarde, o que eu não fazia há muito tempo... assisti série... bem, não tem muito o que fazer em casa.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O mundo é um moinho

Okay, it's been like 3 days??
Muita coisa aconteceu, parece que faz uma semana que escrevi aqui.

Segunda:
M. me respondeu; disse que me entendia, pediu desculpas por ter feito eu me sentir mal, e se disponibilizou pra conversarmos sempre que eu quiser. Eu disse que não foi ele que me fez mal, agradeci a compreensão. Como você pode imaginar, não nos falamos mais. Mas estou bem em relação a isso. A compreensão de M. me ajudou muito a tirar o peso da culpa dos meus ombros.
No trabalho eu achei que não ia aguentar, mas suportei até o fim do dia.

Terça:
Minha patroa veio me dar um ultimato. Ela se disse preocupada com minha situação, por conta do atestado. Disse que até hoje eu devia dar um parecer se queria continuar ou não na empresa. Me disse também que se eu fosse continuar, ela iria me cobrar resultados.
À noite, F. veio dormir na minha casa. Quem é F.? É a melhor amiga para momentos de crise. Temos o mesmo tipo de humor mórbido e pessimismo. Ela é a única pessoa com quem eu me sinto à vontade de falar minhas besteiras de medo de ser repreendida ou incompreendida. Comemos pizza. Assistimos alguns episódios da série mais sofrida de todos os tempos.

Hoje:
N. veio me perguntar se estava tudo bem entre mim e M.; eu disse que sim, mas acredito que ele não queira conversas comigo. Ela disse que eu tenho que parar de assumir as coisas sobre ele. F. e eu conversamos sobre as frustrações da geração Y no caminho pro meu trabalho, e essa foi a melhor conversa que eu tive em muito tempo.
Hoje eu me senti muito bem, e é absurdo pensar que há semanas eu não consigo dizer isso. No intervalo eu entreguei currículo em uma ótica que já mostrou bastante interesse em me contratar pro natal. No fim da tarde deixei claro pra minha patroa que não quero ficar na loja. Convenhamos que eu já não tinha muita vontade de ficar pra dezembro, com a cobrança maior pela minha condição... não, obrigada.

domingo, 6 de dezembro de 2015

How the Grinch Stole Christmas

Hoje eu passei metade do dia chorando e desabafando com N., e a outra metade chorando e desabafando com C. Ok, na verdade eu consegui ter momentos melhores com C... Assistimos "How the Grinch Stole Christmas" e comemos brigadeiro. Depois de muitas conversa e choro tanto com C., quanto com N. e minha psi, estou começando a encarar as coisas de maneira um pouco mais sóbria. No momento estou trabalhando os seguintes quesitos:

-Lidar com a culpa e tentar me perdoar;
-Tentar não entrar num estágio mais profundo de depressão do que já estou;
-Me preparar física e psicologicamente para voltar para o trabalho segunda feira;

C. apontou um fato no qual eu ainda não tinha pensado: em como eu entre em um "relacionamento" atrás do outro, e nunca me permito ficar sozinha de fato. Não é novidade nenhuma meu alto nível de carência, e é bem provável que ele venha da minha péssima auto estima. Esse é um quesito para ser trabalhado também... auto estima. 
Eu não tenho ideia de como eu vou me permitir ficar sozinha, e não tenho ideia de como eu vou conseguir me amar a ponto de parar de fazer essas merdas, mas vale a pena tentar. Pelo menos eu sei que não estou sozinha nessa. E deve ter algum tutorial na internet que ensina a fazer isso.


Ps.: Consegui lavar meu cabelo o/

sábado, 5 de dezembro de 2015

Feitos

Eu definitivamente cheguei no pior estágio desde então. Em três dias eu devo ter passado menos de 6 horas fora da minha cama ao total. Não consigo ter animo nem força pra nada, e com muita dificuldade consigo manter minha mente fora de pensamentos ruins. Tenho contado com meu velho amigo Alprazolam pra conseguir respirar de dormir. Há meses não chegava nesse estágio.

Meus feitos de hoje foram:
- Mandar uma mensagem pra M. explicando minha situação;
- Fazer um bolo que acabou em tragédia;
- Tomar banho (não, eu não consegui fazer isso nos outros dias... ainda não lavei o cabelo tho);

Minha maior tortura no momento está sendo a falta de M. e a sensação(certeza) de que estraguei tudo entre nós. Conversando com N. percebi que ele deve estar extremamente chateado comigo (sim, M. e "ele"), e eu não consigo me perdoar por isso. Também tenho conversado com minha psi, que tem tentado manter minha mente focada em pensamentos mais práticos e mais piedosos em relação a mim mesma.
Porém eu sei que o processo de perdão é uma longa jornada. Ainda mais pq M. ainda não respondeu minha mensagem.
Amanha C. vem aqui em casa. Espero que a companhia dela e um pouco de contato físico me ajudem a encarar o mundo novamente na segunda feira. Até pq segunda eu vou estar entregando um atestado médico de uma Psicóloga alegando minha crise de ansiedade e depressão aguda. Espero que até segunda eu consiga lavar meu cabelo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Dois dias

Ontem tomei a decisão de acabar tudo com M. Já faziam umas 12 horas que tinha visualizado minha mensagem e não respondido. Aceitei isso como uma decisão de sua parte também. Na sessão com minha psicóloga chorei por quase 1 hora sem pausas,e chegamos à conclusão de que uma pessoa como M. não é o que eu quero e nem o que eu preciso agora. Meu plano então é basicamente ignorar M. até ir embora de vez. A psi (psicóloga) quis propor que eu criasse um "texto" para explicar para M. o que está acontecendo, os meus motivos para me afastar, mas isso é inconcebível para mim.
Ela quis apostar que até hoje eu receberia uma mensagem. Ela ganhou a aposta, mas acho que sigo firme na minha decisão.
Porém, hoje também não tem sido o melhor dia. Acordei num estado tão terrível que não aguentei ir para o trabalho. Aceitei a sugestão da psi de pegar um atestado para respirar um pouco por alguns dias, por mais que esse tipo de atestado tenha um peso grande dentro da empresa. Um funcionário em uma crise de depressão tão aguda que não possa ir trabalhar não é algo que eles querem. Mas também não é como se eu me importasse com isso. Ter que sair da minha cama hoje seria algo além da minha capacidade.
Tomei alguns remédios que me ajudam a lidar um pouco com a situação, e agora ainda estou um pouco dopada. Esse não é um lugar que me assusta, já estive aqui, já estive ainda pior. Dessa vez não tive que esperar em um hospital para receber uma dose cavalar de diazepam. Isso me dá uma esperança maior, saber que já estive pior, e tudo melhorou. Estão, isso também vai passar. Melhores dias virão.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Decisões

Ontem tive uma crise e resolvi desabafar com um grupo de amigas. Todas concordaram que eu devia colocar um ponto final na minha "história" com M.  Em geral, eu não consigo dar muito dar muito crédito no que elas falam sobre esse caso pq elas não acompanharam a história muito bem, apenas ouviram minha reclamações sobre isso ou aquilo... mas ontem eu tive que considerar as palavras que li.
Um resumo: SÓ VAI PIORAR.

A questão é que, por algum motivo eu me sinto impedida de ir embora. Parece que eu estou arruinando a chance de algo legal dar certo. Minha amigas acreditam que eu estou apenas me iludindo, e me machucando no processo. Infelizmente eu tenho que concordar com elas. Se um dia alguma coisa fosse acontecer entre nós, isso seria beem mais pra frente... não sei se eu sobreviveria até lá.
Chorei horrores. Hoje acordei com o rosto inchado, o que me obrigou a passar maquiagem. Percebi que não uso maquiagem há dias, o que não pode ser um bom sinal pra alguém que costumava se maquiar e se arrumar todos os dias. Estou deprimida.
 Minha psicóloga me aconselhou a não tomar nenhuma decisão enquanto estou emocionalmente abalada, e também adiantou minha sessão. Espero que eu consiga fazer algum sentido em uma hora. Muito embora acredito que M. já tomou a decisão por mim. O que pode ser doído, mas tira de mim um peso enorme, e me deixa pra lidar com consequências sem a culpa.