quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Breve

Nesses dias tenho conseguido dormir o que eu não dormi toda a semana passada.
Tenho me sentido constantemente angustiada, e minha mãe está me deixando louca. Parece que ela não faz a mínima questão de ser uma pessoa minimamente agradável.
Pra variar um pouco, todos os meus amigos estão extremamente ocupados com outras coisas, e ninguém tem tempo pra sair comigo.
Meu humor está uma merda, e há dias eu não consigo sorrir.
Eu continuo considerando tomar todos os remédios que tenho aqui pra me matar.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Lista de desejos

Hoje eu tive a sessão com minha psi, o que foi bom pra eu desabafar todo o horror que foi a semana passada. Porém isso foi uma carga emocional pesadíssima, e me destruiu pelo resto do dia. Se antes eu me sentia um lixo emocional andando, agora eu me sinto um lixo fisicamente também.
Minha mãe recebeu alta, e em menos de três horas conseguiu me fazer chorar de raiva. Essa semana vai ser um desafio pra minha estabilidade emocional. Ainda mais por causa da sessão, e eu ainda estou extremamente ressentida com minha mãe, por milhões de motivos da nossa história.
Bem, qualquer pessoa que olhasse pra mim hoje conseguia ver o desastre que eu estou, então ainda tive que ouvir minha mãe tentando descobrir e desmerecer qualquer motivo pelo qual eu estivesse mal. E por estar tão mal, acabei não saindo com K., e sim, eu talvez fosse sair com ela. Espero realmente que eu consiga sair com ela outro dia.
Outra pessoa que me chamou pra sair foi J. Eu meio que tenho falado com ele. Aparentemente, ele gosta de mim, e se importa, a ponto de não ter ido embora mesmo com dois outros rolos meus no meio do nosso rolo. Talvez seja disso que eu preciso. Mas não sei se com ele... não sei se agora... eu realmente não sei de muitas coisas no momento.
Minha psi pediu pra eu fazer uma lista com coisas que eu gostaria de fazer, independente dos impedimentos:

- Conhecer a Inglaterra, Itália e New York;
- Aprender francês;
- Morar no centro;
- Aprender a tocar violão;
- Ter um canal no Youtube de penteados ou de comida;
Por enquanto isso é tudo que eu consigo pensar.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Amiga Oculta

Hoje foi provavelmente o melhor dia da minha semana.
Ontem eu ainda não consegui dormir decentemente, nem com uma quantidade ridícula de remédios. Eu tentei não lutar contra a insônia, e simplesmente fiquei vendo série até decidir dormir. Achei extremamente estranho que K. me mandou uma mensagem. K. é a menina por quem mais fui apaixonada até hoje. Provavelmente a única pessoa com quem eu fiquei, e de quem eu gostei, que mantenho contato. Não muito. Mas enfim, ela me mandou uma mensagem... apenas um oi. Eu não respondi. Não queria conversar. Pela manhã acabei perdendo a hora.
Depois fui pra casa de C., onde todas as outras meninas do nosso grupo de amizade se encontraram também (T., F. e I.). Hoje foi a revelação do nosso amigo oculto, o que foi bem legal. Ganhei um presente maravilhoso, dei um presente muito legal também. Foi a primeira nessa semana que ri de verdade. Lembramos de momentos do começo da nossa amizade, e eu senti falta daquela época. 
Anyway, K. faz parte desse grupo de amizade, e estava lá. Como sempre, tivemos uma breve discussão sobre uma sumir da vida da outra. Ela contou que passou por momentos bem difíceis, e tudo o que eu conseguia pensar era "pq ela nunca contou nada disso pra ninguém?". Bem, eu lembrei que eu estou decidida a não contar mais nada pra ninguém, não sei se consigo julgar ela... Não entenda mal, não é o grupo que deixa as pessoas desconfortáveis, somos de fato uma família... mas às vezes a gente só quer se isolar e abraçar todos os nossos problemas com os braços curtos que deus nos deu. 
Ela queria me chamar pra casa dela, antes de ir pra casa de C. Talvez eu saia com ela amanhã... se minha mãe não receber alta, se tudo der certo. Eu quero muito ir, ao mesmo tempo que tenho muito medo. Provavelmente nós iríamos para algum lugar onde M. poderia estar. E bem, eu quase tive um ataque de pânico no meio da tarde, no centro; imagina eu sozinha a noite, no mesmo lugar! Ainda não sei muito bem o que fazer.

sábado, 19 de dezembro de 2015

I gave up

Hoje eu desisti.
Desisti de lutar contra tudo o que minha vida tem sido. Simplesmente aceitei...
Aceitei que eu estraguei tudo, e nunca mais vou ter uma chance com M., ou com ninguém tão bom quanto M.
Aceitei que minhas amigas não me aguentam mais.
Desisti de chamá-las pra sair.
Aceitei que nunca vou fazer nada muito bem.
Aceitei o fracasso como ser humano.


Eu não tenho mais forças pra lutar, nem mais planos pra seguir. Eu perdi a vontade de tentar melhorar, de sair pra conversar, de me arrumar, de fazer cursos e aprender coisas... Eu não consigo ver  nada pra além de amanhã. Parece que eu nunca vou me perdoar por ter estragado tudo mais uma vez, e parece que essa culpa está pesada demais pra eu conseguir seguir em frente. Eu já não consigo dormir, nem me distrair com nada. Eu sou só corpo e alma quebrada. 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Engula o choro

Quando eu era mais nova, sempre que eu começava a chorar, alguém me dizia pra  engolir o choro. Eu odiava ouvir isso! Mas essa é a coisa que eu mais tenho dito pra mim mesma nos últimos dias. Ontem e hoje podem ser resumidos a momentos de extrema angústia enquanto eu lembro de M. e sinto sua falta.  Além disso, tem as horas de visita à minha mãe, carregando, apoiando, colocando e tirando cintas...
Ontem eu descobri que tem remédio o suficiente na minha casa pra eu pelo menos tentar me matar... passei boa parte da noite pensando sobre isso. Eu tenho me sentido um lixo e a vida tem sido um fardo tão sem recompensa, eu nem sinto vergonha de querer desistir mais. Noite passada eu também não dormi quase nada. Existia a possibilidade da minha mãe receber alta, e eu era a pessoa responsável pra comunicar as pessoas sobre isso. Era pra mim que iriam ligar. Não sei dizer quantas vezes eu acordei achando que a qualquer momento meu telefone ia tocar.
Hoje eu me senti sozinha como sempre. Tentei convocar minhas amigas pra conversar, mas só T. estava disponível, e não muito na verdade. Tudo bem, ela está cheia de compromissos e com seus próprios problemas... acabei evitando falar sobre como eu me sinto, apenas conversamos sobre as banalidades da vida. Enquanto esperava o ônibus pra voltar pra casa quase tive um ataque de pânico. Estar sozinha, no centro, perto de onde M. poderia estar, no exato lugar onde nós já estivemos, a qualquer momento ele poderia passar na minha frente com outra...
"ENGULA O CHORO! ENGULA O CHORO!"
Eu ainda estou doendo por segurar o choro. Não tem motivo pra eu estourar no meio da rua. E não tem motivo pra eu estourar na frente de qualquer outra pessoa além de minha psicóloga.
Estive pensando nas questões que ficaram da última sessão... Lembrei que sou uma pessoa horrível pq não tenho empatia por minha mãe, acredito até que eu não a ame. Uma pessoa horrível assim não merece amor. Minha mãe sempre deixou bem claro pra mim que ninguém ia me aguentar, pq eu não sabia ser carinhosa, nem demonstrar amor, e por eu ser muito geniosa... ela só me aguenta por ser minha mãe, e olhe lá. Eu também só aguento ela por ser minha mãe, mas ela pelo menos diz que me ama.
Mas no fundo, ela tem razão. Foi exatamente minha dificuldade em me expressar e meu gênio forte que afastou M. Eu não consigo deixar de pensar em todos os sinais positivos que eu tinha, e mesmo assim arruinei tudo por ser... eu.
 Eu não mereço ser feliz com amor, eu mereço minha dor... Eu merecia uma dose bem alta desses antidepressivos.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Sozinha

Minha mãe teve que fazer uma cirurgia e agora está internada. Está tudo bem. Hoje fui visitá-la e fui até uma "boa filha". Desde ontem estou sozinha em casa. Tentei conseguir alguma amiga pra dormir aqui, mas ninguém pode. Acho que esse é o auge da minha solidão. Não vou dizer que é de todo ruim, afinal, estou adorando ter a casa toda pra mim. Já me empanturrei de porcaria, durmo a hora que quero, assisto o que quero, no volume que quero... Finalmente estou tendo o pouco de liberdade que sempre desejei.
Hoje também, J. voltou a falar comigo. J. foi um moço com quem eu tive um rolo, mas não vingou muito. Nunca chegamos a trepar, mal nos beijamos pra falar a verdade. Tem várias coisas nele que me incomodam demais pra conseguir ter tesão o suficiente nele:
-Unhas ridiculamente compridas (pra tocar violão);
-Dentes mal cuidados;
-Pinto pequeno (ele me mandou foto);
-"Católico";
-Engraçadão demais;
Eu estou conversando com ele de qualquer maneira.. mantém minha mente ocupada. Hoje ele já me chamou pra ir no cinema, mas graças à situação da minha mãe, não posso sair muito essa semana. Eu não sei o que pensar da minha posição nessa situação. Estaria eu só usando ele pra me ajudar a esquecer de M.? Se eu sei que as chances de nós termos alguma coisa a mais são minúsculas, pq eu já não corto J. de uma vez? Eu realmente não sei o que estou fazendo, nem se tem certo ou errado nessa história. Espero que eu consiga resolver alguma coisa na minha vida de uma vez por todas.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Lixo

Pela primeira vez, falar com minha psicóloga não me ajudou muito. Eu continuo sofrendo por M., e por mais que todo mundo me diga que isso é normal, pq eu estou digerindo uma perda, eu continuo me sentindo muito mal em relação a isso. E por mais que tentem me convencer que eu não tenho que me importar com o que ele está sentindo, pq o foco sou eu, eu não consigo simplesmente ignorar a ideia de que ele está super de boa, enquanto eu estou aqui ridícula sofrendo por ele.
Pra piorar um pouco, eu saí de lá com algumas reflexões pra fazer, como por exemplo: pq eu me odeio tanto, a ponto de me sabotar e me auto-punir? O que tem de tão errado em ser eu? Eu não sei responder pq ao mesmo tempo que eu quero ser especial pra alguém, eu não consigo acreditar que eu mereça ser especial pra alguém. Eu olho pra mim mesma e não consigo entender como alguém pode querer ficar comigo. Mas eu sempre espero que no fundo, alguém queira ficar. Não significar nada pra alguém me machuca demais. 
Ao mesmo tempo, eu consegui mais um motivo pra me sentir a pior pessoa do mundo. Eu tenho uma extrema dificuldade de ter empatia com a dor da minha mãe (física ou emocional). Eu não sei pq, eu não sei como, mas eu simplesmente não me importo. Não tenho orgulho disso também, na verdade essa é uma coisa que faz eu me sentir um lixo de pessoa egoísta. 
Bem, eu estou tentando não me matar de desgosto pela vida nesses dias. Eu estou me sentindo um lixo e sozinha. Minhas amigas não me aguentam mais, e nem tem mais tempo pra mim. M. is gone for good. Minha relação com minha mãe não está muito boa, como dá pra imaginar. Eu queria passar o dia dormindo, mas nem isso eu posso.