Eu não consegui até agora fazer isso.
sábado, 9 de janeiro de 2016
O exercício mais difícil
Lembra que eu ganhei um livrinho interativo para pessoas tristes? Então, eu disse que ia compartilhar algumas coisas dele aqui, e hoje me deparei com algo que achei que seria legal colocar aqui. No geral, eu tenho feio os exercícios dele sem maiores problemas, são legais, divertidos, um pouco difíceis, mas no final você fica satisfeito. Porém, cheguei no que considero ser o exercício mais difícil de todos. Eu passei minutos olhando para as páginas sem conseguir escrever nada. Eis a questão:
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Youtube?
Estou morrendo de vontade de começar um canal no Youtube. Isso provavelmente tem a influência das horas seguidas assistindo vídeos da Jout Jout (God bless her), junto com o fato de esse ser um desejo antigo meu. O que me impede de fazer vídeos é basicamente:
- Não ter uma câmera decente nem equipamento de som;
- Não ter um computador pra editar vídeos;
- Ter medo de ser um fracasso total;
- O fato de eu ser eu;
Por algum motivo, eu me sinto cheia de otimismo e consigo pensar em maneiras como nenhum desses itens seria impedimento pra mim...
- Não ter uma câmera decente nem equipamento de som;
- Não ter um computador pra editar vídeos;
- Ter medo de ser um fracasso total;
- O fato de eu ser eu;
Por algum motivo, eu me sinto cheia de otimismo e consigo pensar em maneiras como nenhum desses itens seria impedimento pra mim...
Acho que é efeito do livro que eu ganhei de presente da F. Ele me faz ter que listar coisas boas, e reestruturar pensamentos negativos. A alta dose de Jout Jout também deve ter feito bastante diferença. Mas nossa, como é estranha a ideia de eu olhar pra impedimentos e não me limitar a eles, mas pensar em maneiras de superá-los e seguir em frente e uau! Não parece eu.
Mas, de qualquer maneira, nem tudo tem sido rosas. Ontem eu estava com um sentimento profundo de vazio existencial. Basicamente todos os meus planos deram errado. Ou melhor, eu não fiz nada do que eu deveria ter feito, que eram 4 coisinhas:
- Entregar currículos;
- Me matricular no curso;
- Marcar uma consulta no psiquiatra;
- Falar com meu pai sobre ele conversar com minha psicóloga (pra ele entender melhor minha situação, o trabalho dela, como ele pode ajudar etc);
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Jurupinga
Hoje (dia 06) acabou oficialmente meu inferno astral! Sim, parabéns pra mim.
O resultado de passar o aniversário com o Facebook desativado foi o esperado... Apenas meu grupo de amigas (que não inclui N.), minha mãe e meu pai, minha madrinha (quase que não), mais um amigo e uma menina estranha do tinder com quem eu não falo há meses, lembraram do meu aniversário. Sem dezenas de "Parabéns, felicidades... Tudo de bom :)" esse ano. Ninguém lembra de aniversário sem Facebook... inclusive eu.
Mas meu dia foi consideravelmente bom. Saí com F. e K. Tomamos um café, depois fomos na casa de K. tomar jurupinga. Ficamos saudavelmente bêbadas, fizemos bolhas de sabão, ouvi por pelo menos uma hora sobre como eu não devo deixar as manipulações da minha mãe me afetarem, chorei um pouco. F. teve que ir embora mais cedo, pois ela ainda ia viajar pra cidade dela, e então ficamos só eu e K. Comemos temaki e tomamos mais um pouco de jurupinga.
Eu sabia das intenções de K. desde o momento que ela tinha me chamado pra sair no meu aniversário... Ela me beijou, conversamos sobre o que aquilo significava: ela não soube me dizer. Ela me perguntou se eu queria: eu não soube dizer. O fato é que ela me beijou, umas três vezes... Eu não senti nada. Eu não senti vontade de beijar ela mais vezes, não senti vontade de sentir o corpo inteiro dela, não senti vontade de tirar as roupas dela. Foi a primeira vez que isso aconteceu. Eu sempre gostei dela, eu sempre senti tesão por ela... mas dessa vez não. Parei pra pensar se eu sentiria tesão por outra pessoa... acredito que não. Não sinto vontade de ficar com ela, e nem com mais ninguém. Aparentemente minha libido quebrou. Disse pra ela que era melhor eu ir pra casa. Disse que talvez eu vá na balada com ela outro dia. Não vou.
Eu estou honestamente assustada com a situação... Eu nunca cheguei no ponto em que ficar com alguém meio bêbada não é uma opção pra eu sair um pouco da fossa. Apesar de assutada, eu gosto da ideia de não me envolver com mais ninguém por um bom tempo. Eu sinto que não quero mais gastar meu coração assim, não quero por minha felicidade nas mãos de outra pessoa, não quero me relacionar com ninguém enquanto eu não estiver bem comigo. Só tenho medo de estar esfriando pra sempre. De ter "estragado" meus sentimentos... Preciso conversar com minha psi sobre isso.
Breves notas:
- Não vou conseguir me matricular no curso técnico.
- Não vou ter outro computador tão cedo.
- Minha mãe está me dando um tratamento de silêncio, o que na verdade é muito bom, já que eu não preciso ouvir os dramas dela.
- Estou melhorando da gripe que me botou de cama.
- Ganhei um livro muito interessante de F., o título é "Como ser feliz (ou, no mínimo, menos triste)", e ele é um livro interativo pra pessoas " tristes". Acho que vou compartilhar algumas coisas dele aqui.
Ps.: escrevi isso no celular, então perdoem qualquer erro.
O resultado de passar o aniversário com o Facebook desativado foi o esperado... Apenas meu grupo de amigas (que não inclui N.), minha mãe e meu pai, minha madrinha (quase que não), mais um amigo e uma menina estranha do tinder com quem eu não falo há meses, lembraram do meu aniversário. Sem dezenas de "Parabéns, felicidades... Tudo de bom :)" esse ano. Ninguém lembra de aniversário sem Facebook... inclusive eu.
Mas meu dia foi consideravelmente bom. Saí com F. e K. Tomamos um café, depois fomos na casa de K. tomar jurupinga. Ficamos saudavelmente bêbadas, fizemos bolhas de sabão, ouvi por pelo menos uma hora sobre como eu não devo deixar as manipulações da minha mãe me afetarem, chorei um pouco. F. teve que ir embora mais cedo, pois ela ainda ia viajar pra cidade dela, e então ficamos só eu e K. Comemos temaki e tomamos mais um pouco de jurupinga.
Eu sabia das intenções de K. desde o momento que ela tinha me chamado pra sair no meu aniversário... Ela me beijou, conversamos sobre o que aquilo significava: ela não soube me dizer. Ela me perguntou se eu queria: eu não soube dizer. O fato é que ela me beijou, umas três vezes... Eu não senti nada. Eu não senti vontade de beijar ela mais vezes, não senti vontade de sentir o corpo inteiro dela, não senti vontade de tirar as roupas dela. Foi a primeira vez que isso aconteceu. Eu sempre gostei dela, eu sempre senti tesão por ela... mas dessa vez não. Parei pra pensar se eu sentiria tesão por outra pessoa... acredito que não. Não sinto vontade de ficar com ela, e nem com mais ninguém. Aparentemente minha libido quebrou. Disse pra ela que era melhor eu ir pra casa. Disse que talvez eu vá na balada com ela outro dia. Não vou.
Eu estou honestamente assustada com a situação... Eu nunca cheguei no ponto em que ficar com alguém meio bêbada não é uma opção pra eu sair um pouco da fossa. Apesar de assutada, eu gosto da ideia de não me envolver com mais ninguém por um bom tempo. Eu sinto que não quero mais gastar meu coração assim, não quero por minha felicidade nas mãos de outra pessoa, não quero me relacionar com ninguém enquanto eu não estiver bem comigo. Só tenho medo de estar esfriando pra sempre. De ter "estragado" meus sentimentos... Preciso conversar com minha psi sobre isso.
Breves notas:
- Não vou conseguir me matricular no curso técnico.
- Não vou ter outro computador tão cedo.
- Minha mãe está me dando um tratamento de silêncio, o que na verdade é muito bom, já que eu não preciso ouvir os dramas dela.
- Estou melhorando da gripe que me botou de cama.
- Ganhei um livro muito interessante de F., o título é "Como ser feliz (ou, no mínimo, menos triste)", e ele é um livro interativo pra pessoas " tristes". Acho que vou compartilhar algumas coisas dele aqui.
Ps.: escrevi isso no celular, então perdoem qualquer erro.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Sabotagem
Está cada vez mais difícil conviver com minha mãe. Parece que ela faz questão de fazer as coisas pra me irritar, nunca vi alguém gostar tanto de ser desagradável. E pra piorar, cada vez que eu penso na minha vida, em todos os problemas que eu tenho, em todas as minhas derrotas, de alguma maneira elas estão ligadas a ela. De alguma maneira minha mãe me sabotou! Todas as minhas auto-sabotagens são originadas nela! São todos pensamentos que ela colocou na minha cabeça. São todos sentimentos que ela despertou em mim. MINHA MÃE É UMA PESSOA HORRÍVEL! Não tem como eu simplesmente ignorar quando eu paro pra pensar em todas as manipulações dela, em todas as chantagens emocionais pra que eu não fosse nem um passo além do que ela queria. Eu estou genuinamente odiando minha mãe agora. Me sinto uma adolescente falando isso, mas é a verdade.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Inferno astral
Estou no meu inferno astral. Estou nele desde o dia 6 de dezembro. Algumas pessoas acreditam nisso, outras não... eu particularmente tenho um apreço pela astrologia. E pensar que durante esse período eu estive no meu inferno astral, faz sentido. Por exemplo, o meu computador pifou. Estou usando o do meu pai nesse momento, eu uma janela anônima, claro. Isso dificulta muito a conclusão dos meus planos de conseguir um emprego e tudo mais, afinal, eu faço tudo isso pelo computador.
Eu estou extremamente gripada. Ontem caí de cama, hoje estou melhorando, mas continuo sentindo como se tivesse levado uma surra. Estou tomando um monte de remédios, tenho que acordar uma vez a cada 2 horas de madrugada pra tomar eles no horário.
Hoje minha mãe me tirou do sério. Eu tinha planos: ir de manhã na psicóloga e de tarde ir no shopping entregar currículos com N. Eu consegui ir de manhã pra psi, ela está feliz com meu progresso, e foi ótimo eu ter falado com ela, pq ela entende o momento que eu estou agora... Sabe quando você tem medo de dizer em voz alta que está melhor e levar um soco da vida logo em seguida, só pra te lembrar quem que manda? É assim que eu estou, mas ela me disse pra eu não ter medo de melhorar, e eu estou tentando seguir os conselhos dela.
Bem, a tarde, eu teria ido pro shopping, não fosse minha mãe arrumando mil e uma coisas pra eu fazer, tive que adiar o encontro duas vezes, até que resolvi não ir. Minha mãe me sabotou, mais uma vez. Ela sabia que eu ia sair, mesmo assim ela resolveu fazer tudo que ela podia fazer em qualquer outro dia, no pequeno intervalo de tempo que eu tinha pra me arrumar. E como ela está nesse drama de "você não faz nada por mim", eu trouxa fui lá fazer tudo, até que perdi a hora. Eu fiquei com tanta raiva que acho que jogaria um prato nela se eu tivesse a chance. Minha mãe está fazendo a mesma coisa de antes, ela me inferniza pq eu não tenho trabalho, mas dificulta o quanto pode minha vida pra que eu não consiga nenhum que não seja o que ELA quer. Será que ela percebe que faz isso?
Um último tópico, estou pensando em fazer um técnico em secretariado. É gratuito, é em um colégio respeitado, só que é no período da noite. Estou pensando nisso, já que o curso seria de fato bom pro meu currículo, e estudar é sempre bom. O curso também tem em sua ementa matérias que vão ser muito úteis se eu for fazer um concurso... Tenho que decidir até quarta.
Eu estou extremamente gripada. Ontem caí de cama, hoje estou melhorando, mas continuo sentindo como se tivesse levado uma surra. Estou tomando um monte de remédios, tenho que acordar uma vez a cada 2 horas de madrugada pra tomar eles no horário.
Hoje minha mãe me tirou do sério. Eu tinha planos: ir de manhã na psicóloga e de tarde ir no shopping entregar currículos com N. Eu consegui ir de manhã pra psi, ela está feliz com meu progresso, e foi ótimo eu ter falado com ela, pq ela entende o momento que eu estou agora... Sabe quando você tem medo de dizer em voz alta que está melhor e levar um soco da vida logo em seguida, só pra te lembrar quem que manda? É assim que eu estou, mas ela me disse pra eu não ter medo de melhorar, e eu estou tentando seguir os conselhos dela.
Bem, a tarde, eu teria ido pro shopping, não fosse minha mãe arrumando mil e uma coisas pra eu fazer, tive que adiar o encontro duas vezes, até que resolvi não ir. Minha mãe me sabotou, mais uma vez. Ela sabia que eu ia sair, mesmo assim ela resolveu fazer tudo que ela podia fazer em qualquer outro dia, no pequeno intervalo de tempo que eu tinha pra me arrumar. E como ela está nesse drama de "você não faz nada por mim", eu trouxa fui lá fazer tudo, até que perdi a hora. Eu fiquei com tanta raiva que acho que jogaria um prato nela se eu tivesse a chance. Minha mãe está fazendo a mesma coisa de antes, ela me inferniza pq eu não tenho trabalho, mas dificulta o quanto pode minha vida pra que eu não consiga nenhum que não seja o que ELA quer. Será que ela percebe que faz isso?
Um último tópico, estou pensando em fazer um técnico em secretariado. É gratuito, é em um colégio respeitado, só que é no período da noite. Estou pensando nisso, já que o curso seria de fato bom pro meu currículo, e estudar é sempre bom. O curso também tem em sua ementa matérias que vão ser muito úteis se eu for fazer um concurso... Tenho que decidir até quarta.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
Minha casa
Quando cheguei em casa meus gatos ficaram mais felizes que meus pais. Uma das primeiras coisas que ouvi foram reclamações pq eu não estava em casa pra cuidar dos meus gatos e pra limpar as merdas dos bichos. Minha mãe me mandou uma mensagem por engano, falando que não dá pra contar comigo. Tanto ela como meu pai estão me tratando como se eu tivesse abandonado eles. Eu estou me segurando pra não soltar um
"Segundo vocês eu não faço nada o dia inteiro, e você queria me mandar embora já, não imaginei que fosse se importar por eu passar uns dias fora"
Tudo que eu consigo pensar desde que cheguei é que eu tenho que conseguir um emprego logo. Eu preciso de um lugar pra mim e pros meus gatos. Pq honestamente, eu estou começando a sentir eles descontando a raiva de mim nos bichinhos, e isso me mata. O problema é como eu vou conseguir um emprego que me pague bem o suficiente pra eu fazer isso? Pelo menos uma coisa eu decidi, não vou deixar minha mãe excluir minha oportunidades dessa vez. A única maneira de conseguir tanto dinheiro vai ser em loja de shopping, e as lojas de shopping praticamente só contratam pro período da noite. Minha mãe sempre me fez excluir essas vagas pq ela não queria que eu trabalhasse a noite. Até minha psicóloga concorda que é absurdo ela infernizar minha vida por eu não estar trabalhando, mas fazer exigências nas poucas oportunidades que surgem pra mim.
Eu não sei como vou fazer tudo isso. Eu não sei se vou conseguir. É assustador pensar em tudo o que eu quero/preciso. Mas vou tentar manter o foco no próximo passo e não no resultado final. Dizem que "baby steps" funciona... espero que sim.
"Segundo vocês eu não faço nada o dia inteiro, e você queria me mandar embora já, não imaginei que fosse se importar por eu passar uns dias fora"
Tudo que eu consigo pensar desde que cheguei é que eu tenho que conseguir um emprego logo. Eu preciso de um lugar pra mim e pros meus gatos. Pq honestamente, eu estou começando a sentir eles descontando a raiva de mim nos bichinhos, e isso me mata. O problema é como eu vou conseguir um emprego que me pague bem o suficiente pra eu fazer isso? Pelo menos uma coisa eu decidi, não vou deixar minha mãe excluir minha oportunidades dessa vez. A única maneira de conseguir tanto dinheiro vai ser em loja de shopping, e as lojas de shopping praticamente só contratam pro período da noite. Minha mãe sempre me fez excluir essas vagas pq ela não queria que eu trabalhasse a noite. Até minha psicóloga concorda que é absurdo ela infernizar minha vida por eu não estar trabalhando, mas fazer exigências nas poucas oportunidades que surgem pra mim.
Eu não sei como vou fazer tudo isso. Eu não sei se vou conseguir. É assustador pensar em tudo o que eu quero/preciso. Mas vou tentar manter o foco no próximo passo e não no resultado final. Dizem que "baby steps" funciona... espero que sim.
Outra casa
Como eu disse anteriormente, fui passar alguns na casa de C., e essa foi uma experiencia bizarra. A casa e a família de C. são completamente diferentes da minha... a realidade deles é tão diferente da minha que em momento algum eu consigo sentir que de alguma maneira pertenço àquele lugar. Ao mesmo tempo, eu estava tão distanciada da minha realidade que eu sentia que não possuía realidade nenhuma. Foi como estar em um universo paralelo. Foi bizarro. Não consigo classificar como bom ou ruim.
Bem, não vou dizer que não teve as partes boas, afinal, eu saí de casa, me afastei um pouco da pressão que tem sido ficar perto dos meus pais. Nós assistimos coisas legais, jogamos, eu conheci o aeroporto e uma menina canadense, e o mais legal de tudo: passei a noite da virada sem meus pais pela primeira vez! Foi algo que eu sempre quis fazer, mas nunca pude, pq pra minha mãe isso é uma espécie de pecado, passar essas datas sem ela.
Mas no fundo eu ainda sinto um nó na garganta, por esses dias "sem realidade". Eu nunca sei exatamente como me sentir ao ver uma família que se dá bem. Eu realmente sinto inveja das conversas na mesa, sobre séries e filmes e artigos interessantes. Eu acho estranho como C. não tem que fazer praticamente nada em casa, e quando a mãe dela a manda fazer alguma coisa ela simplesmente ignora... Isso é inimaginável na minha casa. E a família dela simplesmente se permite descansar, ficar a tarde sem fazer nada "de útil", só assistindo Netflix por exemplo! Eu me permitir não ficar limpando coisas e cozinhando durante as tardes é um dos principais motivos pelos quais minha mãe quer me mandar embora, pq pra ela é inadmissível alguém passar horas sem estar fazendo nada do que ela considera válido, tipo limpar a casa... por mais que eu já tenha feito tudo pela manhã, eu tenho que achar alguma coisa de útil pra eu fazer. Eu tenho que estar sempre trabalhando. E ela se cobra a mesma coisa, por mais que ninguém cobre nada dela.
Enfim, essa foi uma experiencia perturbadora. E o fato de eu ter ignorado meus sentimentos por todos esses dias, pra não ter uma crise na casa dos outros, deixou meu peito dolorido.
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