Sonhei que recebia uma mensagem
"Você quer namorar comigo?"
Acordei, não tinha mensagem nenhuma.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Dias
Fui na minha sessão com a psi ontem, e como já era totalmente esperado, ela me "convenceu" a não me matar. Tivemos todas aquelas conversas sobre as possibilidades, sobre como o sofrimento não era pra sempre e que as pessoas se importam. Mas também foi lá que percebi o quão sozinha eu estou no mundo. Nenhum dos meus amigos estavam na cidade até ontem. Nenhum deles pode realmente me acolher.
Ah sim, eu esqueci de menciona o plano da minha mãe pra me mandar embora de casa, pra ver se eu "tomo jeito", pra se livrar logo de mim. Então eu já comecei a pensar se eu teria pra onde ir... desempregada, despejada. E o resultado foi que não, eu realmente não tenho pra onde ir.
Bem, ontem meu pai veio falar comigo. Acho que minha mãe convenceu ele a não ser tão agressivo como ele normalmente seria. Ele disse que estava preocupado, que eu não falava o que tinha de errado comigo e por isso ele não sabia como ajudar. De alguma maneira ele conseguiu se comunicar sem ser extremante insensível e prejudicial. Mesmo assim eu acabei tendo uma crise de ansiedade. Eu já não comia há 24h, então cheguei muito perto de desmaiar. Me senti muito mal por colocar tanta responsabilidade nas costas dele, afinal, ele também tem que cuidar da minha mãe agora. Só que ao mesmo tempo, eu ainda lembro das palavras dele. Por mais que ele tenha sido doce ontem, eu ainda lembro o que ele realmente pensa de mim. Eu ainda consigo sentir a raiva nas palavras dele enquanto ele desabafava a decepção que eu sou na vida dele.
Enfim, eu vou tentar aguentar mais um pouco. Entregar currículos, me manter afastada de armas e janelas em prédios altos, embora a vontade de morrer não tenha ido embora ainda.
Amanhã vou pra casa da C., passar uns dias lá. Ainda não sei se vou passar a virada do ano com eles. Afinal, eles tem família e alegria... e eu... bem, eu. Então é bem possível que eu não postar nada aqui por esses dias.
Ah sim, eu esqueci de menciona o plano da minha mãe pra me mandar embora de casa, pra ver se eu "tomo jeito", pra se livrar logo de mim. Então eu já comecei a pensar se eu teria pra onde ir... desempregada, despejada. E o resultado foi que não, eu realmente não tenho pra onde ir.
Bem, ontem meu pai veio falar comigo. Acho que minha mãe convenceu ele a não ser tão agressivo como ele normalmente seria. Ele disse que estava preocupado, que eu não falava o que tinha de errado comigo e por isso ele não sabia como ajudar. De alguma maneira ele conseguiu se comunicar sem ser extremante insensível e prejudicial. Mesmo assim eu acabei tendo uma crise de ansiedade. Eu já não comia há 24h, então cheguei muito perto de desmaiar. Me senti muito mal por colocar tanta responsabilidade nas costas dele, afinal, ele também tem que cuidar da minha mãe agora. Só que ao mesmo tempo, eu ainda lembro das palavras dele. Por mais que ele tenha sido doce ontem, eu ainda lembro o que ele realmente pensa de mim. Eu ainda consigo sentir a raiva nas palavras dele enquanto ele desabafava a decepção que eu sou na vida dele.
Enfim, eu vou tentar aguentar mais um pouco. Entregar currículos, me manter afastada de armas e janelas em prédios altos, embora a vontade de morrer não tenha ido embora ainda.
Amanhã vou pra casa da C., passar uns dias lá. Ainda não sei se vou passar a virada do ano com eles. Afinal, eles tem família e alegria... e eu... bem, eu. Então é bem possível que eu não postar nada aqui por esses dias.
domingo, 27 de dezembro de 2015
Planos
Meus pais achavam que eu estava dormindo quando tiveram uma conversa sobre o peso inútil que eu tenho sido na vida deles. Na verdade, eu não ouvi muito sobre o que minha mãe falou... além do velho discurso de que tudo o que ela fez foi pra me fazer feliz e me dar condições boas de vida etc..
O que mais me machucou na verdade foi meu pai... Ele me odeia. Ele deixa claro que só está aqui por eu ser uma obrigação (que nem precisava ser, já que ele é meu padrasto mesmo). Entre outras coisas, ele desprezou o trabalho da minha psicóloga, dizendo que provavelmente ela está colocando toda a culpa neles, e que por culpa dela eu não tenho emprego agora. Também disse que eu sou basicamente uma velha gorda que fica na cama o dia todo e não faz nada. Disse que eu preciso de um tapa na cara pra deixar de ser preguiçosa, que eu preciso tomar um rumo na minha vida pra parar de fazer eles sofrerem, e parar de ser medíocre no que eu faço só pq estou triste.
Tirando a parte da minha psi, tudo isso é verdade. Apesar de que eu trocaria a palavra preguiça por medo. E apesar de eu saber que tudo isso é verdade, nada me dá vontade de ir tentar coisas diferentes. A única vontade que eu tive foi de achar a sua arma e dar um tiro na minha cabeça. Pronto, maneira mais garantida e rápida de suicídio! Não preciso de planos. Não preciso de remédios. Tudo estaria resolvido pra todo mundo. Liberdade pra mim. Liberdade pra eles. Um pouco de sofrimento pros meus amigos, mas tudo ficaria bem em menos de um ano.
Amanhã eu tenho uma sessão com minha psi. Ainda não sei se eu conto pra ela sobre meu plano. Acho que vou contar sobre os cortes, que aumentaram há uns minutos atrás. Mas não sei se conto da busca pela arma quando eu chegar em casa.
Por bastante tempo aqui eu tenho dito que não consigo pensar no que eu quero... em um plano. Mas agora, nesse momento, eu tenho duas vontades. Duas coisas que eu queria fazer. Uma anula a outra, elas estão numa balança, mas enfim...
1. Achar a arma e me matar;
2. Sair da minha casa;
O problema da opção dois é que eu não suportaria ficar sem meus gatinhos. E eu não tenho dinheiro. Nem amigos que me acolheriam. Então, opção 1 continua sendo a mais viável.
O que mais me machucou na verdade foi meu pai... Ele me odeia. Ele deixa claro que só está aqui por eu ser uma obrigação (que nem precisava ser, já que ele é meu padrasto mesmo). Entre outras coisas, ele desprezou o trabalho da minha psicóloga, dizendo que provavelmente ela está colocando toda a culpa neles, e que por culpa dela eu não tenho emprego agora. Também disse que eu sou basicamente uma velha gorda que fica na cama o dia todo e não faz nada. Disse que eu preciso de um tapa na cara pra deixar de ser preguiçosa, que eu preciso tomar um rumo na minha vida pra parar de fazer eles sofrerem, e parar de ser medíocre no que eu faço só pq estou triste.
Tirando a parte da minha psi, tudo isso é verdade. Apesar de que eu trocaria a palavra preguiça por medo. E apesar de eu saber que tudo isso é verdade, nada me dá vontade de ir tentar coisas diferentes. A única vontade que eu tive foi de achar a sua arma e dar um tiro na minha cabeça. Pronto, maneira mais garantida e rápida de suicídio! Não preciso de planos. Não preciso de remédios. Tudo estaria resolvido pra todo mundo. Liberdade pra mim. Liberdade pra eles. Um pouco de sofrimento pros meus amigos, mas tudo ficaria bem em menos de um ano.
Amanhã eu tenho uma sessão com minha psi. Ainda não sei se eu conto pra ela sobre meu plano. Acho que vou contar sobre os cortes, que aumentaram há uns minutos atrás. Mas não sei se conto da busca pela arma quando eu chegar em casa.
Por bastante tempo aqui eu tenho dito que não consigo pensar no que eu quero... em um plano. Mas agora, nesse momento, eu tenho duas vontades. Duas coisas que eu queria fazer. Uma anula a outra, elas estão numa balança, mas enfim...
1. Achar a arma e me matar;
2. Sair da minha casa;
O problema da opção dois é que eu não suportaria ficar sem meus gatinhos. E eu não tenho dinheiro. Nem amigos que me acolheriam. Então, opção 1 continua sendo a mais viável.
Familiar
Eu demorei anos da minha vida pra aprender a pedir socorro. Entenda que eu diferencio "pedir socorro" de "reconhecer que você precisa de ajuda" ou "pedir ajuda", ou aquilo que você faz no "começo" da sua depressão. Eu fiz tudo isso pela primeira vez depois da minha primeira crise de depressão. Eu já estava há um ano passando mais tempo triste do que feliz, cultivando desprezo por mim mesma, me agarrando a tudo que parecia tão triste quanto eu... Aparentemente isso é basicamente a adolescência pra maioria das pessoas. Basicamente todos os meu amigos se sentiam assim.
Mas teve o momento que as coisas saíram ainda mais do controle... Quando absolutamente tudo perdeu o sentido. Chegou o momento que a dor emocional ficou grande demais pra ficar só no meu peito, e foi quando eu comecei a me cortar e a ter ataques de pânico. Eu passava dias sem sair do meu quarto. Passei mais de uma semana sem colocar o pé pra fora de casa. Naquela época a gente não tinha acesso tão fácil à internet, então eu não me comunicava com ninguém. Minha mãe trabalhava o dia todo, e achava que eu estava passando por uma fase. Eu me lembro do dia que eu não consegui mais achar motivo pra não me matar, e só não me matei pq tive uma "alucinação", mas não quero falar sobre isso. Acho que foi depois daquele dia que eu resolvi contar pra minha mãe o que estava acontecendo comigo.
De uma maneira misturada as reações da minha mãe foram:
- Se culpar de um maneira que fez eu me sentir pior ainda;
- Menosprezar o que eu sentia, pois ela tinha passado por coisas piores na vida do que eu;
- Me dar remédios;
A reação do meu pai foi:
- "Ótimo, tem mais uma louca na casa agora"
A reação das minhas amigas de escola foi:
- Me odiar, me excluir. tentar me bater (?);
Eu tinha 13/14 anos quando tudo isso aconteceu, e isso fui eu "reconhecendo que precisava de ajuda e pedindo ajuda"
Pedir socorro aconteceu muitos anos depois. Pedir socorro acontece quando você já está tão familiarizado com sua doença que até já apresentou ela pros seus melhores amigos. Quando você já conhece cada passo, cada gatilho, cada fase... O que não significa que é fácil. Boa parte do tempo você passa pedindo ajuda.
"Hey, vamos tomar um café?" "Tô precisando desabafar" "Vem aqui em casa hoje? Queria uma companhia" "Estou mal, preciso me distrair".
Sou amiga de C. há mais ou menos uns 5 anos, e acredito que a primeira vez que pedia socorro pra ela, já tínhamos completado uns 3 anos de amizade. Não é fácil pedir socorro. Não é fácil, principalmente pq se você está precisando de socorro, você provavelmente já pediu ajuda várias vezes, mas não adiantou. Acho que pedi socorro apenas umas 3 ou quatro vezes na minha vida. Vários momentos eu simplesmente deixei nas mãos do destino pra ver se eu sobreviveria àquilo ou não. O que é pedir socorro?
"Eu preciso de um motivo pra não me matar agora" "Não me deixe chegar perto das janelas"
Se eu estou pedindo socorro? Não, eu estou cansada demais pra isso. Com o tempo você descobre que é extremamente injusto você pedir socorro pra alguém, pq é como se você colocasse a sua vida sob responsabilidade de alguém. Dessa vez eu não vou pedir socorro.
Faziam mais ou menos 6 meses que eu não cortava. As paredes do fundo do poço já são tão familiares.
Mas teve o momento que as coisas saíram ainda mais do controle... Quando absolutamente tudo perdeu o sentido. Chegou o momento que a dor emocional ficou grande demais pra ficar só no meu peito, e foi quando eu comecei a me cortar e a ter ataques de pânico. Eu passava dias sem sair do meu quarto. Passei mais de uma semana sem colocar o pé pra fora de casa. Naquela época a gente não tinha acesso tão fácil à internet, então eu não me comunicava com ninguém. Minha mãe trabalhava o dia todo, e achava que eu estava passando por uma fase. Eu me lembro do dia que eu não consegui mais achar motivo pra não me matar, e só não me matei pq tive uma "alucinação", mas não quero falar sobre isso. Acho que foi depois daquele dia que eu resolvi contar pra minha mãe o que estava acontecendo comigo.
De uma maneira misturada as reações da minha mãe foram:
- Se culpar de um maneira que fez eu me sentir pior ainda;
- Menosprezar o que eu sentia, pois ela tinha passado por coisas piores na vida do que eu;
- Me dar remédios;
A reação do meu pai foi:
- "Ótimo, tem mais uma louca na casa agora"
A reação das minhas amigas de escola foi:
- Me odiar, me excluir. tentar me bater (?);
Eu tinha 13/14 anos quando tudo isso aconteceu, e isso fui eu "reconhecendo que precisava de ajuda e pedindo ajuda"
Pedir socorro aconteceu muitos anos depois. Pedir socorro acontece quando você já está tão familiarizado com sua doença que até já apresentou ela pros seus melhores amigos. Quando você já conhece cada passo, cada gatilho, cada fase... O que não significa que é fácil. Boa parte do tempo você passa pedindo ajuda.
"Hey, vamos tomar um café?" "Tô precisando desabafar" "Vem aqui em casa hoje? Queria uma companhia" "Estou mal, preciso me distrair".
Sou amiga de C. há mais ou menos uns 5 anos, e acredito que a primeira vez que pedia socorro pra ela, já tínhamos completado uns 3 anos de amizade. Não é fácil pedir socorro. Não é fácil, principalmente pq se você está precisando de socorro, você provavelmente já pediu ajuda várias vezes, mas não adiantou. Acho que pedi socorro apenas umas 3 ou quatro vezes na minha vida. Vários momentos eu simplesmente deixei nas mãos do destino pra ver se eu sobreviveria àquilo ou não. O que é pedir socorro?
"Eu preciso de um motivo pra não me matar agora" "Não me deixe chegar perto das janelas"
Se eu estou pedindo socorro? Não, eu estou cansada demais pra isso. Com o tempo você descobre que é extremamente injusto você pedir socorro pra alguém, pq é como se você colocasse a sua vida sob responsabilidade de alguém. Dessa vez eu não vou pedir socorro.
Faziam mais ou menos 6 meses que eu não cortava. As paredes do fundo do poço já são tão familiares.
sábado, 26 de dezembro de 2015
O Sonho
Essa noite eu tive um sonho que me destruiu por completo.
Sonhei que M. estava com outra, e quando eu via acabava batendo nele, mas isso não vem ao caso. Quer dizer, eu sei que com certeza ele esta saindo com milhares de outras meninas, e provavelmente já achou alguma que o fez questionar pq ele perdeu tanto tempo comigo. Porém, no sonho você tem a sensação real. No sonho eu vi, e eu senti toda a dor que eu tenho guardado por ele. A dor de o ter perdido, a dor de não ter sido especial, a dor de ser tão facilmente trocada, a dor de ter estragado tudo. E essa dor está explodindo no meu peito desde a hora que eu acordei. Eu não consegui passar 20 min do meu dia sem chorar... já perdi as contas quantas crises de ansiedade eu já quase tive. Quase, pq meus pais estão em casa; estou destruindo meu peito, mas não vou desmoronar na frente deles.
Agora estou desabando com uma completa estranha que acabei de conhecer na internet, já que estou me afastando de todos os meus amigos. Eu estou cansada de ser um peso pra eles. Estou cansada de ser essa coisa defeituosa sem chance de dar certo. Pq a verdade é que nunca vai dar certo. Eu nunca vou ter um emprego que dê certo. Eu nunca vou ter um relacionamento que dê certo. E a noção de uma vida fadada à solidão é como várias agulhas enfiadas no seu coração. How am i supposed to live like this? Eu já perdi a esperança de que um dia vá para de doer.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
120 pílulas
Aproximadamente 120 pílulas de remédios que, juntos, podem me levar ao descanso. Eu dediquei um tempo considerável da minha manhã natalina pra contar qual a minha possibilidade de completar esse desejo. Eu li sobre o assunto, existem relatos de pessoas que morreram com 90 pílulas, existem pessoas que não morreram com mais pílulas de remédios ainda mais forte.
Eu ainda tenho medo de não dar certo... do meu corpo acabar vomitando tudo, de alguém conseguir me salvar, de acordar depois de alguns dias de sono e ser só isso. Pq está tudo bem enquanto as pessoas não sabem do meu desejo suicida. Enquanto as pessoas não tem noção de um plano que está se tornando concreto, eu sou só a típica L. fazendo drama no twitter e sendo extremamente negativa. Mas se não ser certo... Será que eu estou preparada pra revelar pro mundo o monstro que eu sou? Será que eu aguento mais uma dose de culpa pelo sofrimento dos outros?
Minha antiga psicóloga tentava me desencorajar desses planos falando que não tinha como eu saber o que vem depois da morte, que não existe garantia de que o sofrimento vai parar. Esse foi provavelmente o "conselho" mais ridículo que uma psicóloga podia dar. Se eu ainda tivesse uma espiritualidade mais trabalhada... Como se isso fosse fazer alguma diferença! A probabilidade de a morte ser simplesmente o fim da existência é muito maior que o inferno cristão.
De qualquer maneira, ainda não posso dizer que tomei uma decisão. Até pq eu preciso ter uma plano mais estruturado... um lugar onde ninguém vá me encontrar tão cedo... umas maneira de não vomitar... Nada tão difícil na verdade.
Eu ainda tenho medo de não dar certo... do meu corpo acabar vomitando tudo, de alguém conseguir me salvar, de acordar depois de alguns dias de sono e ser só isso. Pq está tudo bem enquanto as pessoas não sabem do meu desejo suicida. Enquanto as pessoas não tem noção de um plano que está se tornando concreto, eu sou só a típica L. fazendo drama no twitter e sendo extremamente negativa. Mas se não ser certo... Será que eu estou preparada pra revelar pro mundo o monstro que eu sou? Será que eu aguento mais uma dose de culpa pelo sofrimento dos outros?
Minha antiga psicóloga tentava me desencorajar desses planos falando que não tinha como eu saber o que vem depois da morte, que não existe garantia de que o sofrimento vai parar. Esse foi provavelmente o "conselho" mais ridículo que uma psicóloga podia dar. Se eu ainda tivesse uma espiritualidade mais trabalhada... Como se isso fosse fazer alguma diferença! A probabilidade de a morte ser simplesmente o fim da existência é muito maior que o inferno cristão.
De qualquer maneira, ainda não posso dizer que tomei uma decisão. Até pq eu preciso ter uma plano mais estruturado... um lugar onde ninguém vá me encontrar tão cedo... umas maneira de não vomitar... Nada tão difícil na verdade.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
Natal
Então hoje é véspera de natal. O que não significa nada além de um sentimentalismo generalizado.
Meu dia foi cheio de pequenos ataques de ansiedade. Alguns causados pela carga emocional daquela conversa com R., outros causados por simplesmente lembrar de momentos com M., e de como eu arruinei tudo. Sim, de novo...
Parece que eu nunca vou conseguir me perdoar por ter sido alguém tão problemática. Eu não consigo parar de lembrar de um dia específico em que ele foi tão carinhoso comigo, como ele demonstrava publicamente, na frente dos seus amigos, que realmente queria estar comigo... Nesse dia ele disse que gostava de mim, mas eu acho que ele na verdade estava só muito bêbado. Com certeza foi só isso. Se ele tivesse gostado de mim... ele sentiria minha falta agora, certo? Eu não sei o que é pior, imaginar que ele nunca gostou de mim, ou imaginar que ele gostava de mim e eu estraguei tudo (o que é mais provável). N. diz que ele sabe que eu estou passando por uma fase difícil, o que significa que ele sabe ou imagina que eu seja essa louca depressiva que eu sou... Será que é por isso que ele nunca mais veio falar comigo? Pq eu sou louca?
Meu desejo de suicídio também não diminuiu. É muito brega se matar no natal? Acredito que seja muito injusto com quem teve mais decência de encarar a vida do que eu. De qualquer maneira, a cada dia que passa a ideia de me matar acaba se tornando mais concreta, mais possível, mais real. Eu simplesmente aceitei que eu não tenho futuro, eu sou e vou continuar sendo um desastre a vida toda. Não vejo muito motivo pra passar todos esses anos sofrendo, e fazendo os outros sofrer, pra no fim morrer de qualquer maneira... Provavelmente melhor decisão.
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